top of page

Tecnologia de aplicação: avaliação da eficiência de diferentes equipamentos para o morangueiro semi-hidropônico.

  • Caio Amorim
  • 16 de jul.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de jul.

A pulverização é uma etapa de grande importância para o cultivo do morangueiro semi-hidropônico, sendo composta por diferentes fatores que interferem na eficiência da operação. A fim de melhorar o processo, é necessário atentar-se aos detalhes envolvidos, a exemplo do tipo de equipamento utilizado, pressão, uso de adjuvantes, velocidade de caminhamento, horário de aplicação, entre outros. Tudo isso é ajustado com um principal objetivo: atingir o alvo desejado, seja ele uma praga, doença ou a própria planta.


Pensando nisso, quando se trata de equipamentos, existem diferentes tipos que podem ser utilizados no morangueiro, os quais variam em função do volume (capacidade em litros), pressão de operação e ponta utilizada. Geralmente, os pulverizadores costais (Figura 1) possuem um volume de 20 litros e são pressurizados manualmente. Há também os que são pressurizados por meio de um motor elétrico ou à gasolina, que mantêm a pressão constante, além da opção do com motor estacionário (Figura 2).


Figura 1: Pulverizadores costais de pressurização manual (esquerda) e motorizada (direita).


Figura 2: Pulverizador estacionário com 5 pontas em arco.


A fim de avaliar a eficiência da pulverização com esses equipamentos, nós realizamos uma avaliação objetiva e prática com a utilização do papel hidrossensível. Este, é de cor amarela e quando em contato com a água, altera sua cor para azul. É um método amplamente utilizado para avaliar o tamanho das gotas, bem como a cobertura e uniformidade da aplicação em diferentes culturas.


Visto que no morangueiro em sistema semi-hidropônico buscamos atingir todas as folhas, a região meristemática (de brotação) da planta e os frutos que permanecem suspensos, posicionamos duas fitas para avaliação. Uma, na região de brotação entre as folhas, simulando uma praga que permanece escondida por exemplo, e outra, ao lado dos frutos suspensos (Figura 3).


Figura 3: Papel hidrossensível posicionado entre as folhas (esquerda) e ao lado dos frutos (direita).


Para o equipamento de pressurização manual, podemos observar que a disposição das gotas sobre o papel não foi uniforme nas folhas e nem nos frutos, as quais tiveram grande variação em tamanho e número (Figura 4). Isso porque o pulverizador dispõe de apenas uma ponta de pulverização, somado ao fato de que a pressão é reduzida, fazendo com que a maior parte do produto que for aplicado permaneça na superfície externa da planta, penetrando pouco na região central da mesma. Como os frutos acabam ficando mais expostos, recebem uma cobertura um pouco melhor nesse caso.

Figura 4: Resultado da aplicação com pulverizador

costal de pressurização manual.

Acima, papel entre as folhas.

Abaixo, papel ao lado dos frutos


Esse fato é explicado pela variação da pressão exercida no equipamento, pois o operador precisa caminhar, manter a única ponta de pulverização sobre a planta e bombear a máquina simultaneamente, reduzindo assim a eficiência da aplicação. Assim, a falta de uniformidade da aplicação diminui as chances de atingir o alvo desejado, interferindo diretamente no controle de pragas e doenças, por exemplo.


Utilizando o pulverizador com motor à gasolina, o número e o tamanho das gotas são maiores tanto nas folhas quanto na região dos frutos em relação ao equipamento anterior, pois são utilizadas duas pontas de pulverização, havendo melhor uniformização das gotas como podemos observar na Figura 5.


Figura 5: Resultado da aplicação com pulverizador costal

com motor à gasolina.

Acima, papel entre as folhas.

Abaixo, papel ao lado dos frutos.


Como a pressão formada pelo motor é contínua conforme a aceleração estabelecida, a operação torna-se mais eficiente, pois as gotas podem ser depositadas na região central da planta e não apenas nas folhas mais expostas. O mesmo acontece com os frutos, embora a uniformidade ainda não seja a adequada em ambos os casos.


A fim de manter a pressão constante e aumentar o número de gotas pulverizadas, utilizamos o pulverizador com motor e tanque estacionários, onde a calda é preparada e o operador conduz apenas a mangueira com a barra de pulverização. Esta, possui 5 pontas dispostas em forma de arco que envolvem toda a planta, proporcionando a melhor uniformidade de aplicação.


Conforme a Figura 6, com esse equipamento a pulverização obtivemos o melhor resultado nos quesitos homogeneidade, tamanho e número de gotas principalmente no interior da planta. Ou seja, a união de várias pontas com pressão constante torna possível atingir os alvos desejados com eficiência, pois na prática o molhamento da planta foi superior, fazendo com que a cobertura seja praticamente total.


Figura 6: Resultado da aplicação com pulverizador

estacionário com 5 pontas de pulverização.

Acima, papel entre as folhas.

Abaixo, papel ao lado dos frutos.


Através dessa avaliação simples é possível avaliar o desempenho dos diferentes tipos de equipamentos e concluir que em condições de pressão uniforme e mais de uma ponta de pulverização obtêm-se os melhores resultados. Vale destacar ainda que o operacional também leva em conta a ergonomia do trabalhador, visto que os pulverizadores costais possuem pelo menos 20 kg quando cheios. Ao final de um dia de trabalho, a eficiência na pulverização pode ser reduzida devido à fadiga do operador.


Ressaltamos que todos os equipamentos têm sua importância e o produtor deve utilizar o que melhor se adapte à sua realidade estrutural e financeira, buscando sempre a melhoria dessa operação que é importante para o manejo fitossanitário da cultura do morangueiro.


Entre em contato conosco!

 
 
 

Comentários


image.png

Responsável Técnico

Danilo Ribeiro

Engenheiro Agrônomo MSc.
CREA PR: 169411-D

(42) 99934-5027

Rua Coronel José Miró de Freitas, 851 - Boa Vista
Ponta Grossa - PR
84070-440

Entre em contato e conheça mais sobre nosso trabalho

Para empresas:
- Experimentação Agrícola

- Validação de Tecnologias
- Capacitação de equipes comerciais

Para produtores:

- Consultoria e assistência técnica

- Cursos específicos

- Imersões práticas

© 2035 by Universidade do Morango. Powered and secured by Wix 

bottom of page